O novelista D. H. Lawrence acreditava que a alma humana precisava mais de beleza do que de pão, e por um bom motivo. Existe uma razão para levarmos flores a uma pessoa deprimida, sairmos a passeio com os abatidos por lugares bonitos e escolhermos a mesa de restaurante com a vista para o lago. A beleza nos refrigera, encoraja e inspira. Ao contemplar aquele pôr-do-sol, aquele pico de montanha ou aquela folha de orquídea, temos um vislumbre de algo maior - o reflexo de seu belo Criador.
Embora ninguém tenha visto o Deus invisível em Sua plenitude (Êxodo 33,20; 1 Timóteo 1,17), Deus escolheu ser conhecido. De maneira intrigante, todas as vezes que se revelou, Ele o fez usando formas bonitas:
- Moisés e seus líderes tribais sobem a montanha. Ali eles veem um Ser em pé em um pavimento de lápis-lazúli (safira), clara como cristal, tão azul como o céu (Êxodo 24,9-11).
- Ezequiel tem uma visão. Ele vê um trono semelhante a lápis-lazúli no qual um Ser majestoso está sentado como um homem, Seu corpo brilhante como chama, Sua luz radiante emanando em uma miríade de cores pelo céu (Ezequiel 1,26-28).
- João recebe uma revelação. Ele vê um Ser com a aparência das mais brilhantes gemas - o branco cristalino e alaranjado do jaspe, o vermelho de fofo do sardônio e raios de verde esmeralda rodeando o Seu trono como um arco-íris (Apocalipse 4,1-6).
Um dia nós veremos o Deus invisível face a face (22,4). Nesse meio tempo, sua imagem refletida pode ser delineada na beleza natural ao nosso redor. - Sheridan Voysey
Texto retirado do livro Pão Diário 1ª edição:2012


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