domingo, 9 de agosto de 2015

PAPAI, AMO VOCÊ



Papai, amo você

Lembro quando eu era pequenino
E com grande amor, você me disse assim
Filho, a vida tem mais um sentido
Porque Jesus Cristo deu você para mim

Esperei com paciência no Senhor
E Ele atendeu o meu pedido
E agora venho agradecer a Deus
Por ser feliz assim e ter você para mim

Como vou deixar de te abraçar
Neste dia especial
E oferecer com muito amor
Esta canção para você
Pois você me faz feliz demais
Eu venho te agradecer
Não posso deixar de te dizer
Papai, amo você

Pai, você é o meu melhor amigo
Agradeço a Deus que te criou
Já não sou aquele pequenino
Pois um grande homem você me tornou

Muito do que eu sei devo a você
Pois da vida você muito me ensinou
Me tornei um servo do Senhor
Hoje eu sou feliz
Por ter você pra mim

terça-feira, 4 de agosto de 2015

MOMENTO YOUCAT: Em que cremos, O ser humano responde a Deus (cont.)


Y: 22 - Como se crê?

Quem crê procura uma ligação pessoal com Deus e está pronto a crer em tudo o que Ele revelou acerca de Si mesmo. [150-152]

Quando a fé nasce, ocorre com frequência uma perturbação ou um desassossego. O ser humano apercebe-se de que o mundo visível e o decurso normal das coisas não correspondem a tudo o que existe. Sente-se tocado por um mistério. Persegue as pistas que o remetem para a existência de Deus e encontra-se cada vez mais confiante em abordar Deus e, por fim, ligar-se a Ele livremente. Diz-se no Evangelho segundo São João: «A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.» (Jo 1,18) Portanto, temos de crer em Jesus, o Filho de Deus, se queremos saber o que Deus nos quer comunicar. Assim, crer significa aderir a Jesus e entregar a nossa vida inteira nas Suas mãos.

Credo, ut intelligam – Creio, para compreender. Santo Anselmo de Cantuária (1033/34-1109, doutor da Igreja, notável teólogo da Idade Média)

Y: 23 - Existe contradição entre fé e ciência natural?

Não existem contradições insolúveis entre fé e ciência natural, porque não podem existir verdades duplas. [159]

Nenhuma verdade da fé faz concorrência com as verdades da ciência. Só existe uma Verdade, à qual dizem respeito tanto a fé como a razão científica. Deus quis tanto a razão, com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a fé. Por isso, a fé cristã exige e apoia a ciência natural. A fé existe para conhecermos as coisas que, embora não possam ser abarcadas pela razão, existem todavia para além da razão e são reais. A fé lembra à ciência natural que esta não se deve colocar no lugar de Deus, mas servir a Criação. A ciência natural tem de respeitar a dignidade humana, em vez de atentar contra ela.

Ninguém consegue chegar ao conhecimento das coisas divinas e humanas se antes não aprendeu matemática solidamente. Santo Agostinho (354-430, filósofo, bispo e doutor da Igreja)

Entre Deus e ciência natural não encontramos qualquer contradição. Eles não se excluem, como hoje alguns crêem e temem; eles completam-se e implicam-se mutuamente. Max Planck (1858-1947, físico alemão, Nobel da Física, fundador da teoria quântica)


Y: 24 - O que tem a minha fé a ver com a Igreja?

Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. [166-169, 181]

A fé é aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao Credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com (“eu creio”) (-> CREDO), e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua formam original, começava com credimus (“nós cremos”).credimus (“nós cremos”).

Credo (lat. credo = creio)

Primeira palavra do Símbolo dos Apóstolos, tornou-se a designação para vários textos da Igreja em que os conteúdos essenciais da fé são vinculativamente sintetizados.

Onde estão dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles. Mt 18,20

domingo, 2 de agosto de 2015

MOMENTO YOUCAT: Em que cremos, O ser humano responde a Deus



Y: 20 - Como podemos responder a Deus quando Ele nos aborda?



Responder a Deus significa crer n’Ele. [142-149]


Quem deseja crer precisa de um «coração que escuta» (1Rs 3,9). Deus procura o contacto connosco de múltiplas formas. Em cada encontro humano, em cada experiência da Natureza que nos toca, em cada aparente acaso, em cada desafio, em cada sofrimento... Deus deixa-nos uma mensagem escondida. Ele fala-nos ainda mais claramente quando Se dirige a nós pela Sua Palavra ou pela voz da consciência. Ele trata-nos como amigos. Por isso, também nós, como amigos, devemos corresponder-Lhe, crendo e confiando totalmente n’Ele, aprendendo a conhecê-l’O cada vez melhor e a aceitar sem reservas a Sua vontade.

Crer é essencialmente o acolhimento de uma Verdade que a nossa razão não consegue atingir, um acolhimento simples e incondicional, como se se tratasse de uma prova. Beato John Henry Newman (1801-1890, filósofo e teólogo inglês convertido, mais tarde cardeal da Igreja Católica)



Y: 21 - Fé – o que é isso?



Fé é conhecimento e confiança. Tem sete características:

  1. A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos.
  2. A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação.
  3. A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino.
  4. A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante.
  5. A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor.
  6. A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio.
  7. A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do Céu. [153-165, 179-180, 183-184]
Muitos afirmam que “crer” é demasiado pouco; eles querem é “saber”. A palavra “crer” tem, no entanto, dois sentidos completamente distintos. Se um pára-quedista, no aeroporto, pergunta ao empregado: «O pára-quedas está correctamente acondicionado?», e este casualmente responder: «Hum, creio que sim...», isso então não lhe bastará; ele quer mesmo saber. Se, todavia, ele tiver pedido a um amigo para acondicionar o pára-quedas, e este lhe responder à mesma pergunta: «Sim, eu pessoalmente encarreguei-me de o fazer. Podes confiar em mim!», o pára-quedista responder-lhe-á então: «Está bem, acredito em ti!» Esta fé é muito mais que “conhecimento”, ela significa “certeza”. E esta é a fé que fez Abraão mudar-se para a Terra Prometida, esta é a fé que fez os -> MÁRTIRES perseverarem até à morte, esta é a fé que ainda hoje mantém de pé os cristãos perseguidos. Uma fé que compreende todo o ser humano...


Se tiverdes uma fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: «Muda-te daqui para acolá», e ele há-de mudar-se. E nada vos será impossível. Mt 17,20

Crer significa sustentar, durante toda a vida, a incompreensibilidade de Deus. Karl Rahner (1904-1984, teólogo alemão)