sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pra não dizer que não falei de Juventude


Onde foram os jovens que enfrentam canhões?
Onde foi a música que arrastou multidões?
Onde foi o sonho de o mundo mudar?
Será que todos eles pararam de sonhar?
Tinham tantos sonhos, muito brilho no olhar
Não tinham medo de a vida entregar
Em todas as partes estavam aos milhões
Era nas escolas, campos, construções...
Quem roubou o sonho e a esperança?
Quem matou a verdade de nossas crianças?
Quem usou da mídia pra enganar?
Quem te contou que os jovens pararam de lutar?
Onde foram os jovens que pintaram a cara?
Onde estão aqueles que provaram o pau de arara?
Onde foi aquele grito forte de tanta dor?
Não podemos parar, gritem por favor!
Falta muita luta, muita busca, muita dor
Ainda não estamos vivendo...
Ainda não estamos vivendo...
Ainda não estamos vivendo...
Na civilização do amor...
Juliano André Romitti FleckIjuí - RS.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Reage, juventude


O curto trajeto pela rua, um choque de realidade:
Ali, jogado, estirado,
Jaz o corpo jovem, franzino.
O rosto, encoberto pela grama crescida,
Não se deixa ver,
Mas é possível conjecturar
Sobre o sofrimento daquela alma tão jovem.
Aos passantes, ficam as perguntas
Que não encontram respostas:
Quem será?
Estará sentindo alguma dor física?
Por qual razão está ali?
São tantas as indagações, cujas respostas
A sociedade ainda não encontrou:
Quais dúvidas afligem os jovens de hoje?
O que querem? O que lhes falta?
Quais seus sonhos?
Por que insistem em buscar a felicidade
Na forma mais improvável?
O que alimenta este paradoxo:
Buscam a alegria onde só há tristezas,
Miséria moral,
Degradação,
Morte?
Em busca da vida frenética,
Encontram o fim prematuro,
Pois caem na armadilha
Da alegria fugaz.
Mesmo percebendo
Que a vida vai-lhes sendo corroída
Dia após dia,
Não têm forças para abrir as asas
E alçarem voo rumo à liberdade.
Diante da indiferença da sociedade,
Que já não se comove com os mortos-vivos,
Perambulam pelas ruas,
Alimentando estatísticas assustadoras.
Reage, juventude!
Teu nome é vida plena.
Diga não à morte lenta ou súbita,
Contida no prazer alucinante e nocivo.
Ilse Maria Paulino GomesCanelinha, SC  ilsemaria.pg@hotmail.com