segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma lição de vida - parte 2

Como prometido estou colocando a continuação da série "testemunhos - uma lição de vida".
Creio que neste não será necessário nenhuma introdução.

Testemunho do Padre Fábio de Melo

Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida.

Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida... de repente não existe mais.

Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.



Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.


Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá.E eu descobri com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante, que é especial.

O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.

Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.

Viver o cristianismo é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias. Viva como se fosse o último dia da sua vida; viva como se fosse a última oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.


E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobri porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.

“Não sei por que você se foi, Quantas saudades eu senti, E de tristezas vou viver, E aquele adeus não pude dar...

Você marcou a minha vida Viveu, morreu na minha história;Chego a ter medo do futuro e da solidão que em minha porta bate...

E eu!Gostava tanto de você Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra em sonho vejo este passado,e na parede do meu quarto ainda está o seu retrato.Não quero ver pra não lembrar,pensei até em me mudar...

Lugar qualquer que não exista o pensamento em você...

E eu!Gostava tanto de você Gostava tanto de você...”

Eu gostava tanto de você!


Eu gostava tanto de você!

Eu gostava tanto de você!

Eu gostava tanto de você!

Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento...

Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair...

Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.

Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento...

Se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história...

Ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!

Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!

E eu...

EU GOSTO TANTO DE VOCÊ! EU GOSTO TANTO DE VOCÊ!

Padre Fábio de Melo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um novo olhar ao mundo


Ao olhar a fundo os olhos de cada jovem, percebo, a partir do espelho de suas almas, o que realmente eles são. Essa prática não deve ser uma tentativa de desvendar os “mistérios” escondidos dentro do silêncio de tal “eu”, mas de acolher e enxergar aqueles segredos que querem ser mostrados, porém não encontram um olhar que pudesse impulsionar o tão esperado desabafo. São vistas caridosas que só podem tê-las quando agraciadas por Aquele que nos observa e faz morada onde deixam-No morar; E o espelho que reflete essa alma pode tornar-se reflexo e exemplo divino de um humano que tem Deus.

Esse olhar é capaz de observar em um bocejo de cansaço não apenas a expressão de um desejo de descanso, mas um clamor por um ombro que sirva de reclino para a consciência. Ele vê que cada caminhar não manifesta apenas um estilo, mas, muitas vezes, a confusão de uma vida, o desespero de quem quer correr, mas acabou prendendo-se na inércia de seus problemas, a autossuficiência de alguém tão pequeno quanto se sente e tão grande quanto o vazio que possui. Necessitam, portanto, desse olhar que sorri para um sorriso que, extrovertido, esconde uma tristeza camuflada por um falso ego, transposto na alegria de quem não quer expor a solidão escondida na necessidade, diante de tantas presenças, de um sorriso que leve a sério sua vida, assistindo e insistindo uma felicidade verdadeira.

O jovem proclama com a língua verdades que, com a vida, aprenderam serem as reais. Mas o que realmente existe, aparece inexistente, ou escondido; Surge em palavras que só ouve quem enxerga e só vê quem sabe escutar, abraçar, amar... Logo se percebe que o canto que eles entoam está perdendo a sua eloquência, pois, sem sentido, canta-se em gritos o anuncio de uma guerra entre a sua pátria interior e o seu mundo externo. Quem sairá vencedor? Quem primeiro erguer sua bandeira e aclamar: “Independência ou morte”! E escolhendo a morte, não será mais você que viverá, mas o próprio Cristo que irá viver em ti. Pois, se morrer no mundo é morrer para si mesmo, então morrer para o mundo é viver para Deus. Por isso, reflita: não morremos quando o coração para de bater, mas quando deixa de amar. E amar a Deus sobre tudo é viver o eterno ainda em vida. Já que a morte é um evento necessário, amar é pôr sentido em Deus e naquilo que nos faz sermos nós verdadeiramente. E a independência que existir contraria o mundo, pois morreu-se para ele e hoje vive-se e, revivendo, és ressuscitado. Escolha, portanto, a independência e a morte, mas em Deus.

Estando, pois, ressuscitado, hoje você é a esperança de algo que se vive. Vivendo a vida que possui e relendo na tua alma todos os passos que marcaram tão íntima trajetória, poderá perceber que todo sofrimento assumido na tua vida tornou-se redenção de um Cristo que reviveu da morte e renasceu para tí, em tí é contigo. A própria esperança fez como missão guardar esse caminho no céu, ensinando na terra seu percurso.

Tú és precioso, caro irmão. Tal como a vida, que para demonstrarmos seu estimado valor, definimo-la em uma palavra; Algo raro, como pedra preciosa e belo como a mesma. Ela manifesta sua grandeza não por ser difícil de encontrar, mas por ser, na sua essência, algo valoroso. És um solo consagrado e somente pés santos pode calcá-lo. És Sacrário vivo, e apenas o corpo santo pode estar em Tí. És, por fim, imagem e semelhança de um Deus que o criou pensando em si mesmo, e somente Ele deve ser teu espelho e exemplo de quem você é. Erga, portanto, sua bandeira e anuncie sua independência antes que um aventureiro qualquer tome posse de tua terra, pois em tí já pisou quem hoje habita e deves sem eternamente essa morada; Se estrangeiros vierem pisar em teu solo, proclame que a terra já está ocupada e que para pisa-la precisará primeiro tirar as sandálias dos pés.


Autor: Leonan Rodrigues Pessoa
(Ir. Gabriel da Anunciação- ISDM) NOME DE RELIGIOSO

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma lição de vida

Semanalmente postarei um testemunho de pessoas que verdadeiramente nos dão uma lição de vida.

Testemunho de Nick Vujicic

Intimidado por diversas vezes em sua infância, Nick Vujicic cresceu extremamente deprimido. Aos 8 anos de idade começou a pensar em suicídio, com 10 anos Nick tentou se matar afogado, porém imaginou o peso que seus pais carregariam e os poupou desta dor. Após implorar a Deus para que seus braços viessem a crescer, Nick finalmente começou a perceber que sua vida servia de incentivo às pessoas que possuiam tudo menos a paz de Cristo.

Assista o video pelo youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=O-bPWzl0khY