domingo, 17 de junho de 2018

Encontro de Comunidades


Hoje na Capela de São José Operário, no Morro da Mina, o grupo de Jovens JUCOL realizou mais um Encontro de Comunidades.

O encontro foi um completo sucesso! Iluminados pelo tema “O preço de seguir a Jesus”, o grupo refletiu e compartilhou muitas experiências, trabalhando diversas dinâmicas sobre o assunto abordado, proporcionando momentos muitos preciosos e com certeza muito proveitosos para todos os participantes.





Sabemos que não é fácil “seguir Jesus”, seguir seus passos e seus ensinamentos. Não é fácil seguir o caminho do maior e melhor exemplo que temos, Jesus.

Diversas vezes nos deparamos com os seguintes questionamentos e situações: “Deus? Então prova!”, “Tem fé? Inocente!”, “Vai a igreja? Careta!” ... E todo mundo com certeza já ouviu alguma dessas frases ou algo parecido. Além disso, deixamos muitas vezes que atividades como ir à festas, sair com os amigos, ficar de bobeira em casa, jogar vídeo game, e outras, nos afastem de Deus e de nossa responsabilidade como Cristãos, deixando que elas se tornem prioridades e tomem excessivamente nosso precioso tempo até mesmo para uma simples oração.

Infelizmente, muitas vezes, colocamos nossa felicidade em atividades, objetos e momentos.  Pensamos de uma forma egoísta e quando paramos para analisar em quais coisas não viveríamos sem, observamos que nossa lista está cheia de coisas que nem são assim tão essenciais e que o que realmente importa e nos faz feliz no mais íntimo, não colocamos como prioridades.

A falsa ideia de Felicidade que criamos, nos distrai da verdadeira, abundante e eterna felicidade. Ela é real, existe e existe dentro de cada um de nós. Ela é consequência de seguir Jesus, é a alegria que encontramos e compartilhamos neste caminho. O preço de seguir a Jesus é trocar um “mim” por um “nós”. Se abrir para o mundo, estar em comunhão com Deus, Cristo e com toda criação.

domingo, 20 de maio de 2018

Reunião do Dia

E hoje foi dia de muita alegria com essa turma!!!

A reunião deste domingo contou com uma dinâmica interessantíssima que levou a todos uma reflexão sobre nossas limitações e as dificuldades que encontramos em nosso caminho e como lidamos e ajudamos o próximo a lidar com elas.

Muitas vezes, em nossa caminhada, nos deparamos com situações que nos fazem sentir limitados, desanimados e muitas vezes pensamos em desistir. Nessas horas é muito importante pensar no nosso propósito de vida, no que nos motiva, e principalmente manter a fé em Deus.

Assim, confiantes e determinados conseguimos ser o melhor que podemos ser, alcançamos nossos objetivos, conquistamos nossos sonhos, e o mais importante, motivamos pessoas a serem  melhor que elas podem ser também.

É preciso ter empatia para ajudar o próximo e reconhecer quando ele mais precisa de ajuda.



E para encerrar a reunião com chave de ouro e deixar o grupo de cara nova, hoje também foi dia da entrega das novas camisas do grupo!!!



Venha fazer parte dessa família você também!!



Sarau de Pentecostes com o grupo UFC

Sábado foi dia de sarau com o grupo de Jovens UFC e a catequese da Paróquia São Judas Tadeu!!

Sarau é uma reunião com o objetivo de compartilhar experiências com o propósito de desenvolvimento cultural e espiritual. Durante o encontro houve muita troca de experiências, muita música e claro, muita alegria!!


 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Playlist de músicas

Meu povo, criamos uma playlist com músicas católicas baseadas na reunião de domingo. Essas foram as mais lembradas pelos membros do grupo na dinâmica que foi feita e continuaremos adicionando novas músicas.

Cliquem no link abaixo eu ouçam sem moderação! 

Jucol Shalom Católicas

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Por que você existe?

Quando crianças, o Pai tem o costume de nos levar para uma viagem. Ele faz isso porque quer, porque vê que isso é bom para Ele e para nós. Na viagem, Ele leva aqueles que mais ama e que mais nos são preciosos. Ela não muda Sua essência, Ele continua sendo Pai, e nós continuamos sendo filhos. Ele não é maior nem menor por fazê-la, continua sendo Pai.
A viagem pode ser curta ou longa, mas a intenção inicial de que seja boa sempre é a mesma. Geralmente esse passeio é à praia. com isso, se lá eu me afogo, não foi a intenção do meu Pai quando decide fazer a viagem que isso aconteça, pelo contrário. Pode ser porque desobedeço uma orientação dEle de não nadar onde há correnteza.
Nesse passeio Ele sempre leva consigo uma pessoa que ama muito, nossa mãe. Dentre tantas coisas, ela sempre está atenta e, se algo de ruim acontece, ela faz de tudo para ajudar. Essa viagem pode durar um dia, uma semana ou um mês, mas sempre acaba, porque precisamos voltar de onde saímos, da nossa verdadeira casa.

Relendo a história, percebo que a viagem é a vida. A casa de praia, a presença com Deus na Terra. A casa principal, a presença com Deus no Céu. O mar, a missão que me foi confiada. A orientação para não entrar na correnteza, os "tão ojerizados" mandamentos da lei de Deus. A correnteza, o pecado. As outras pessoas preciosas que também são levadas na viagem, toda a humanidade. A morte, a separação eterna de Deus, o inferno. O tempo da viagem, a duração da vida. A mãe, Maria. E o Pai... bom, se você completou essa última metáfora já é capaz de responder sozinho à pergunta inicial.
PS.: os verbos no presente foram de e com propósito.

Filipe Egg de Resende

"As canções que a gente canta"

O tema da reunião do último domingo foi "Música" e resolvemos partilhar o texto que foi lido para todos refletirem: 






 

As canções que a gente canta



Reflexão


Cantar e pensar


Cantar é expressar sentimentos e emoções. É comunicar o que vai no coração. E também pode ser uma maneira de louvar a Deus. Há várias passagens da Bíblia nas quais vemos o povo de Deus louvando seu Senhor por meio da música e do canto.
Já dizia o ditado: “quem canta, seus males espanta“. Vocês gostam de música? Qual a importância da música para vocês?
Pois é, parece que a música é mesmo uma coisa maravilhosa, um Dom de Deus... Que, infelizmente, está sendo deturpado. Para fazer dinheiro, se tomar famosos e aparecer nos jornais, muitos artistas apelam para coisas que não têm nenhum valor artístico e, ainda por cima, não transmitem nada de bom para as pessoas. E, o que é pior, de tanto serem promovidos pela mídia (que também quer ganhar dinheiro com eles), acabam conseguindo que um monte de gente compre seus CDs e cante suas músicas.
O que há de errado nisso? Durante muito tempo, as pessoas que apontavam essa situação eram vistas como reacionários, como conservadores que não entendiam a juventude. Agora, no entanto, as coisas começam a mudar. Um relatório das Nações Unidas afirma que muitas músicas, cujas letras são favoráveis ou incentivam o uso de drogas, estão contribuindo para aumentar o problema entre os jovens.


Não aceitar sem refletir

Nos países democráticos, existe liberdade de expressão. Ou seja, as pessoas podem expressar livremente suas opiniões, suas ideias, sua arte. Isso é uma conquista muito importante, pois do contrário estaríamos vivendo numa ditadura.
Para o cristão, porém, liberdade não faz sentido sem responsabilidade. Os artistas deveriam ter responsabilidade sobre o que dizem em suas músicas. Mas, como muitos ignoram isso em nome do dinheiro, cabe a nós ter responsabilidade sobre as coisas que nos são oferecidas. Assim também, por exemplo, antes de comprar um CD apenas porque está na moda e todo mundo ouve, por que não usar o senso crítico e perguntar: será que eu gosto mesmo disso? Será que isso tem algo de bom? Você pode acabar percebendo que, em geral, as canções mais escandalosas e apelativas são as mais fracas musicalmente. E se são assim tão ruins, por que fazem tanto sucesso? Simples. Porque as pessoas se deixam convencer facilmente, aceitando-as simplesmente sem refletir.


O escândalo

Cabe aqui uma reflexão sobre o escândalo. O que você acha que é isso?
De acordo com a Bíblia, o escândalo é o comportamento ou atitude que leva o outro a praticar o mal. Aquele que escandaliza torna-se o tentador do próximo, atenta contra a virtude e a retidão e pode arrastar seu irmão à morte espiritual, isto é, ao afastamento de Deus. Para a Igreja, é uma falta grave conduzir deliberadamente outra pessoa ao pecado. E é ainda pior se for cometido contra quem é mais vulnerável, como crianças e jovens. Jesus abominava o escândalo a tal ponto que disse: Quem escandalizar um desses pequeninos (...), melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço, e ser jogado no fundo do mar” (Mt 18,6).
No mundo em que vivemos, contudo, o escândalo é prática corrente. Pior: quanto mais alguém procura chocar os outros com seu mau exemplo, mais famoso se torna, mais “moderno” é considerado, mais as pessoas tentam imitá-lo.
Você acha que esse tipo de atitude é compatível com os ensinamentos cristãos?


Cantar a vida e a esperança


Há um pensamento que expressa muito bem o significado de a música na vida das pessoas: “Se ouvires pessoas cantando, aproxima-te delas... Os maus não cantam. Só a bondade se expressa em melodias e cânticos”. Um pensador antigo: Miguel de Cervantes, completa este pensamento, afirmando: “Onde há música não pode haver maldade”.
A música comunica a bondade que vai no coração. Cantar é expressar a alegria e a esperança. Há muitas canções e há uma diversidade de letras. As verdadeiras canções devem falar do bem, da paz, do amor. E devem promover a bondade no coração de quem ouve e de quem canta. Aos poucos, vamos aprender a escolher as músicas que nos ajudam a viver a vida com alegria.





domingo, 4 de março de 2018

15 atos de caridade e amor para a Quaresma (e para a vida!)

"Prefiro a misericórdia ao sacrifício"

De acordo com a mensagem do Papa Francisco para viver melhor a Quaresma - "Prefiro a Misericórdia ao sacrifício", o site italiano Aleteia (uma rede mundial católica), publicou um texto onde reuniu os 15 atos de caridade que são manifestações concretas de amor. São gestos simples, gratuitos, e que tornam a nossa vida e do nosso próximo muito mais rica e feliz:

1. Sorrir. 

- Porque um sorriso é uma bênção que oferecemos aos outros e a nós próprios. Quando sorrimos, aliviamos de imediato a tensão e o ambiente à nossa volta torna-se mais leve.

2. Agradecer. 

- Mesmo quando pagou por algo, ou quando acha que é um direito seu, seja grato por TUDO o que recebe. Uma pessoa que sabe sentir-se grata e que reconhece as dádivas recebidas é muito mais feliz.

3. Ouvir os outros sem preconceitos e com amor. 

- Aquilo que os outros nos dizem, mais do que palavras, são a partilha de quem são, da sua vida. Quando os outros lhe dizem algo, estão a dar-lhe um pouco de si próprios. Receba-os, com amor...

4. Motivar os outros. 

- Quando alguém perto de si está em baixo, desanimado, procure animá-lo! Muitas vezes tudo aquilo que precisamos é sentir que alguém se preocupa connosco.

5. Parar para ajudar. 

- Esteja atento a quem precisa de si, dê uma ajuda sempre que puder. Não olhe para o outro lado, é preciso tão pouco para fazer tanto...

6. Dizer às pessoas que gosta delas. 

- Por mais que demonstre o seu amor por gestos e ações, as palavras fazem falta. Diga o que sente às pessoas mais importantes da sua vida.

7. Comemorar as qualidades e as conquistas dos outros. 

Alegre-se com uma tarefa bem concluída por um colega, um trabalho bem feito pelo seu par, elogie uma qualidade que aprecia num amigo. Sabe tão bem ouvir alguém dizer-nos: "Boa, parabéns!"...

8. Cumprimentar com alegria as pessoas que vê todos os dias. 

- O senhor que trabalha no café, a secretária do seu dentista, o motorista do autocarro... Saudar as pessoas que vê todos os dias é reconhecer o seu valor e mostrar-se grato por existirem na sua vida.

9. Corrigir com amor.

Não se cale por medo de dizer ao outro que está errado. A melhor forma de corrigir alguém é através do amor. Saber amar é saber perdoar, aceitar, seguir em frente. Aceite quando os outros o corrigem - só nos preocupamos a corrigir aqueles que amamos e que importam para nós.

10. Ajudar outra pessoa, para que ela possa descansar.

Este ponto é uma grande prova de amor, principalmente numa família. Ajude alguém nas suas tarefas, para que essa pessoa possa descansar, seja o seu par, os seus pais, irmãos...

11. Dar aquilo que não usa.

Aquele casaco, aquela camisola que estão a encher o seu armário e que não usa há anos podem fazer uma grande diferença na vida de outra pessoa, e ajudam-no, a si, a dar mais valor àquilo que tem.

12. Ter gestos de atenção para com os que lhe estão próximos.

Você sabe que o seu par gosta das torradas com pouca manteiga, que o seu irmão adora bolo de iogurte, que o seu filho adora que o vá buscar à escola... Ter pequenos gestos de atenção para com as pessoas que amamos é uma forma de os abraçarmos, sem usar os braços...

13. Limpar aquilo que usa em casa.

Num lar, onde vivem várias pessoas, muitas vezes as discussões surgem porque alguém sujou e não limpou. Habitue-se a limpar, com alegria, aquilo que suja. E a vida de todos será muito mais feliz.

14. Ajudar os outros.

Demonstre que ainda acredita na Humanidade... ajude alguém a atravessar a rua, a carregar os sacos do supermercado, ofereça um bolo a alguém...

15. Ligue aos seus pais.

Eles ampararam-no na sua chegada ao Mundo e cuidaram de si quando era ainda indefeso. Ligue-lhes, só para saber como estão, partilhe com eles uma vitória sua, diga-lhes que gosta deles. Há maior gesto de gratidão? 

Nesta Quaresma, faça jejum:

- de palavras negativas (e diga palavras bondosas).
- do descontentamento (e encha o seu coração de gratidão).
- da raiva (e cultive a tolerância e a paciência).
- do pessimismo (encha o coração de esperança e otimismo).
- das preocupações (confie mais em Deus!)
- das queixas (viva as coisas simples da vida).
- de tensões (confie no poder da fé e reze).
- da amargura e da tristeza (encher o seu coração de alegria)!
- do egoísmo (alimente em si a compaixão pelos outros).
- da falta de perdão (cultive a reconciliação).
- de palavras (dê mais importância ao silêncio e aprenda a ouvir os outros).

sexta-feira, 2 de março de 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018
Terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Boletim da Santa Sé
«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)
Amados irmãos e irmãs!
Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.
Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).
Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.
Os falsos profetas
Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?
Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!
Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.
Um coração frio
Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?
O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.
A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.
E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]
Que fazer?
Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.
Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.
A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]
Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.
Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!
O fogo da Páscoa
Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.
Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.
Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.
Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.
Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos
FRANCISCO
Fonte: Notícias Canção Nova 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Confiança em Deus

Na reunião desse domingo (25) o tema foi "Confiança em Deus". Refletimos em cima de uma dinâmica e da leitura do Evangelho de João 1:24-27. O objetivo foi trabalhar o quanto nossa confiança está firme em Deus para podermos dar testemunho da nossa fé quando necessário. 

A dinâmica consistiu em colocar uma pessoa para segurar a outra. A pessoa que segura representa Deus e a pessoa que foi segurada nos representa e à nossa confiança em Deus.

E enquanto nossa secretária explicava o sentido da dinâmica, nosso coordenador começou a questionar a fé. Colocá-lo em uma posição "descrente" foi uma situação inesperada, uma vez que, como coordenador do grupo, vê-lo pensando daquela forma causou espanto em todos. Entretanto, queríamos ver quem iria se basear nas coisas que ele mesmo nos passou na reuniões para fazê-lo confiar em Deus de novo; quem estaria disposto a defender sua fé quando ela foi questionada por ele.

Muitas vezes, de maneira inesperada, nós nos deparamos com situações e pessoas que contestam a nossa fé (seja porque não conhecem ou para nos colocar à prova), e a nossa resposta diante a essas situações está diretamente ligada à confiança e relacionamento que mantemos com Deus. Quando estamos firmes, a tendência é não omitirmos a nossa fé.

Algum dia todos vamos passar por essa situação e é preciso saber como agir. Uma simples conversa pode fazer Deus agir na vida de alguém. Assim como São João Batista devemos nos manter firmes na fé e sempre confiantes em Deus, mesmo diante de tantas provações.